Checkpoint Inicial – Diário de Gameplay


Por Ronan Barros

Já passei alguns anos gravando gameplay no YouTube. Fone na cabeça, voz forçada, edição com fade... Tudo certinho. E um dia simplesmente cansei. Não teve crise existencial, não teve burnout — só percebi que eu estava me divertindo menos jogando e muito mais pensando sobre quando eu faria uma live e com que tipo de publico eu teria que lidar. Comunidade gamer não costuma ser um ambiente muito saudável. Cansei.

Então cá estou. Um professor de Química de 45 anos que resolveu escrever um blog sobre jogos. Porque sim. Games fazem parte de mim e eu meio que preciso ter um local para esvaziar o que toma minha mente. Até porquê, entre uma aula sobre ligações covalentes e outra sobre pH, eu também morro repetidamente num jogo ruim (e eu gosto disso).

Esse blog não tem objetivo, cronograma, nem SEO. É só um diário. E como todo diário, vai ser caótico, subjetivo e cheio de contradições (e nem mesmo assíduo). Às vezes vou amar um jogo que parece ter sido cuspido de um pen drive amaldiçoado. Às vezes vou detestar um "jogo do ano" só porque não gostei da roupa do personagem. Tem lógica? Nenhuma. E nem precisa ter. A régua aqui é o meu coração — e ele vive descalibrado.

Não espere aqui análise técnica, nem review com nota. A sinceridade é só comigo mesmo. Escrevo pra registrar o que senti, o que vi, o que ouvi, e talvez entender por que ainda me importo tanto com pixels, escolhas binárias e finais ruins.

Talvez isso seja só mais uma tentativa de juntar minhas paixões — jogos e comunicação — num lugar onde eu não precise performar nada. Nem professor, nem gamer. Só eu mesmo, errando nos dois, mas tentando com gosto. Amor platônico, eu diria.

Se você chegou até aqui, é porque também busca algo fora do hype. Então seja bem-vindo. O chão é instável, mas a intenção é sincera.

E muito obrigado pela sua presença!

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